“Vozes”, Arnaldur Indridason – análise

Formato/editora/páginas: 14x21cm, Companhia das Letras, 360

Traduzido por: Álvaro Hattnher

Breve exposição: livro policial bem escrito, mas que não traz nada novo ao gênero.

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É véspera de Natal e, em um hotel de Reykjavik, um porteiro e dublê de Papai Noel é encontrado morto, com uma facada no peito e seminu, no pequeno quarto que ocupava no porão. Erlendur (o personagem principal), Elínborg e Sigurdur Óli são os encarregados da investigação, que remexerá no passado obscuro de Gudlaugur (a vítima) como forma de chegar ao assassino. Paralelamente, há um caso de agressão a uma criança e a difícil relação de Erlendur com a filha (Eva Lind) e um trauma do passado a importuná-lo.

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Praticamente toda a história se passa nas dependências do hotel, lembrando o ambiente do glorioso filme de 1932 de Edmund Goulding (“Grand Hotel”).

Nota: 7

“Tudo sobre cinema”, Philip Kemp (com colaboradores) – análise

Formato/editora/páginas: 18x25cm, Sextante, 576

Traduzido por: Fabiano Morais, Lívia Almeida, Paulo Polzonoff Jr. e Pedro Jorgensen

Breve exposição: o título é autoexplicativo e verdadeiro – é, de fato, TUDO sobre cinema.

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- o livro é dividido por décadas, e em cada uma o autor traz a cronologia dos principais acontecimentos;

- traz TODOS os gêneros e movimentos cinematográficos, com a respectiva explicação e as obras que melhor representam cada um deles;

- 164 filmes analisados de forma detalhada (3 nacionais: Deus e o diabo na terra do sol; Central do Brasil; Cidade de Deus), com breve exposição sobre o filme e seu contexto; reprodução do cartaz; cenas marcantes; perfil do diretor;

- difícil contar, mas deve passar da casa dos 1.000 o número de filmes citados ao longo da obra.

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Toda pessoa que gosta de cinema/filmes deve ter tal “bíblia” em casa. Obrigatório.

Nota: 10

“A garota Einstein”, Philip Sington – microanálise

Formato/editora/páginas: 15×23,5cm, Alfaguara, 430

Traduzido por: Cristina Cupertino

Breve exposição: se você estiver buscando uma leitura interessante, divertida, cativante, e com um final que causa surpresa, “A garota Einstein” é uma boa pedida – embora não haja todo o mistério alardeado pela editora .

Nota: 8,5

“Estrada Escura”, Dennis Lehane – análise

Formato/editora/páginas: 13x21cm, Companhia das Letras, 328

Traduzido por: Fernanda Abreu

Breve exposição: em 1998, o detetive Patrick Kenzie resgatou Amanda McCready, então com 4 anos de idade, que havia sido sequestrada e colocada em um novo lar, e a devolveu à mãe natural – uma viciada em drogas e bebida (livro “Gone, baby, gone”, ed. Companhia das Letras).

12 anos depois, ela voltou a sumir. E quem é chamado para solucionar o caso? Patrick Kenzie, agora com sua esposa, Angie Gennaro.

À primeira vista pode até parecer que será uma história chata, mas Dennis Lehane tem o dom do suspense e o livro é um bom representante da literatura noir contemporânea. Por outro lado, a obra, por se tratar de uma continuação – ainda que não seja essencial ter lido “Gone, baby, gone” para compreendê-la -, tem menos impacto que a primeira e talvez possa decepcionar um ou outro fã.

Nota: 7

“Catastrofismo”, Luis Fernando Veríssimo, jornal Zero Hora, dia 29.04.12

“Os expulsos”, Martha Medeiros, jornal Zero Hora, dia 29.04.12

Escreva melhor – artigo de Cláudio Moreno, jornal Zero Hora, dia 28.04.12

Leitura em queda e Big Brother. Pois é…

 

1. Pobre do país que tem audiência recorde para um programa inútil como o Big Brother, ano após ano.

2. A publicação expõe espanto com a queda do número de leitores, mas logo ao lado…

“Apessoados”, Luis Fernando Veríssimo, jornal Zero Hora, dia 26.03.12

Blog de férias até 23 de abril.

Até lá, postarei apenas crônicas e críticas de livros retiradas de revistas.

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