Formato/editora/páginas: pocket da Martin Claret, 628 (vol. I) e 608 (vol. II)
Breve exposição: uma das mais famosas histórias de vingança de que se tem notícia. Nesta, Edmond Dantés é injustamente levado à prisão após uma armação de pessoas próximas que invejavam suas conquistas profissionais e amorosas; assim, ele passa 13 anos encarcerado no Castelo de If (uma espécie de Alcatraz), onde conhece o abade Faria. Este transmitir-lhe-á ensinamentos, os mais diversos – além de indicar-lhe o local onde está enterrado um tesouro, herança de família.
Dantés consegue fugir da cadeia, de forma espetacular, e, com a fortuna legada pelo Abade, transformar-se-á no vingativo Conde de Monte Cristo.
A história é boa, apesar de ter alguns trechos arrastados demais (até mesmo pouco úteis no contexto) e de Edmond Dantés ter se transformado em uma pessoa pedante.
Há um episódio d’Os Simpsons no qual é feita uma paródia desta história.
Nota: 7,0
Os problemas da edição da Martin Claret (análise do Vol. I): já há três anos é de conhecimento público que a editora paulista tem alguns livros plagiados no seu catálogo (mais sobre isso, basta clicar aqui ou visitar o blog Não Gosto de Plágio, de Denise Bottman). Assim, nesta edição d’O Conde de Monte Cristo, há um aviso de 4 linhas logo na primeira folha, que traz o seguinte:
“Tradução em domínio público, conforme edição da Lello & Irmãos Editores, Porto, Portugal, S/D., revista por Kleber Kohn”.
A empresa, como se vê, desistiu de atribuir a “tradução” a algum Pietro Nasseti ou Alex Marins, mas, POR LEI, é obrigatório o nome do tradutor, conforme comentário deste post, por Denise Bottman.
Há diversas falhas na ‘adaptação’ do português vigente em Portugal para o português escrito e falado no Brasil. Ora, seria muito dispendioso caprichar pelo menos nisso, já que seria desnecessário traduzir a obra do francês original? Dessa forma, há pérolas como “Aladino” (ao invés de Aladin) e Orão (ao invés de Orã, cidade da Argélia).
Além desse problema, existem pontapés no português (cito “far-seá” como exemplo – e não se diga que foi erro de digitação, pois aparece ao longo de todo o livro, como se verá ao final deste post); e até palavras inexistentes (como “rainhita” e “boamente” – foi usado para a consulta o VOLP, da Academia Brasileira de Letras, disponível aqui). Na página 450 há um trecho desprovido de sentido.
Enfim, chega a ser revoltante saber que tal obra continua, aos milhares, sendo vendida em bancas e livrarias de todo o país.
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“vender-seá” (480)
“ter-seá” (480)
“cumprir-seá” (526)
“tornar-seão” (534)
“contentar-seá” (534)
denise bottmann
/ March 5, 2010interessante. em todo caso, é absolutamente obrigatório por lei que conste no livro o nome do autor da tradução, quer esteja em domínio público ou não. vou me informar sobre essa edição da lello.